sábado, 17 de maio de 2008

Patricia: Al-mirante

Gerês 1900 e troca o passo. Século passado, portanto! Quem se Alrecordar de mais, diga!

Dicionário de Alrabe - dialecto de origem árabe, falado pela tribo Almirantado em terras altas, sobretudo na Serra de Xurês.

(Confesso que retirei algumas mais… ou menos… entendem, aquelas coisas que se dizem lá nas Terras Altas, entre uma Operação Toro e uma Operação Toro-bosta, e que depois não convém repetir aqui nas Terras de Gente Civilizada! Tipo… Alcoitão… segundo o Jorge Spencer era uma grande… isso, traduzam como quiserem! Deixei Almoçar…)

Alanbazar – Mercado onde só se vendem artigos em lã
Alarvo – Derrube de árvores
Albânia – Ir a banhos
Albaran – Rã albina
Alcabideche – Perguntar se o elevador vai descer
Alcain – Ganir do cão
Alcalino – Que só diz calinadas
Alcapone – Gorro
Alcatrão – Trovão muito grande
Alcatroa – Troveja
Alcatroar – Trovejar
Alcatruz - Acto de bater à porta
Alcoentre – Supositório
Aldeia – Lembrança
Aleitar – Ir para a cama
Alemanha – Homem espertalhaço
Alface - Rosto
Alfaquique – Acto de pegar a mota
Alfarrabista – Traseira do Alfa Romeo
Alfarroba – Ladrão especializado em carros Alfa Romeo
Alferes – Acto de magoar alguém
Algália – França
Algema - Interjeição de dor
Algodão – Homem muito bom
Ali Alatas – Eco-ponto amarelo
Aljubarrota – Leão velho já com o pelo estragado
Almirante – Miradouro
Almoçageme – Rapariga com dores
Almoçar – Comer muitas gajas
Almoço – Rapaz novo
Alpacino – Actor de cinema
Alpedrinha – Lápide
Alpendre – Polícia com defeito na voz
Alpista – Aeroporto
Altamente – Pessoa muito inteligente
Alternativa – Funcionária das finanças muito terna
Alterno – Homem muito carinhoso
Altitude – Postura, forma de estar
Alto – Stop
Altruísta – Pessoa muito verdadeira
Álvaro – Homem avarento
Alzira – Rapariga bonita

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Luís Malato: "... ainda vais ter que me bater a pala."

"... ainda vais ter que me bater a pala…"

"Lá em casa safou-se tudo à tropa. Por incrível que pareça, de oito latagões (…que para o serviço militar as duas raparigas não contam…) fui o primeiro a prestar serviço. Tudo normal se não fosse o sexto rapaz. Bati com os costados na Polícia Militar. Servindo na Base da Nato em Oeiras. Adivinhem lá quem era, á altura, o "manda mais que todos"? pois claro. O tio Té. CEMA.

A modorra do serviço era intercalada pelos fins-de-semana, de folga. Nestes quando estava de feição, convidava-me o tio para sair no Vadio. Numa dessas voltas que ninguém nos tira, em amena cavaqueira, saiu-se o tio com uma vaga expressão a despique, num enquadramento que não me recordo, mas que era de risota " ... ainda vais ter que me bater a pala…". E eu a rir, que também sei ser malandro. Está-se mesmo a ver o segundo acto desta história…

Um dia, no aniversário da base da Nato, estava eu de serviço, o digníssimo CEMA iria passar por lá. Estávamos na parada vendo respeitosamente passar sua excelência, acompanhada da sua querida de sempre, tia Carmo, quando, mesmo há minha frente, o carro do CEMA pára. Sai de lá o senhor Almirante. Direito a mim, estaca-se. Fixa-me nos olhos, com aquele ar maroto e sério. Estiquemos então. Teimosia ou dever… Bateu-me o tio uma continência e eu, encostado tive que o cumprimentar, com a merecida que ele era o meu CEMA, e era a mim que me competia fazer-lhe continência. Na sua cabeça certamente também o gozo de me lembrar da " dita...ainda vais ter que me bater a pala…" Ganhou, saboreando com requinte, inteligência e malandrice, o que realmente conta na estima que nos une, dos códigos pessoais, temperados com o respeito. De seguida fui até ao carro cumprimentar a tia Carmo. Segunda "barracada". Vem de lá agitado, o Comandante da base, sentido que algo lhe escapava. " Revolução"?, negligência? Atentado? Nada disso. E de tudo um pouco. " Há algum problema?...Diz-lhe o tio Té, alto e bom som, de cima de sua autoridade; " Este aqui é meu sobrinho. Trata-o bem."

Moral da história: passei a tomar cházinho como convidado do tenente."

Historia de Luís Malato colocada por Tiago seu mano

Rita Norton: "Vespas"

Ha uns trinta e tal anos, estava eu com o Pedro e a Sofia e meu irmao Kico no jadim de casa do meu querido Tio Te e da minha querida Tia carmo, a jogar a apanhada, enquanto o Sr Almirante jardinava, e ninguem sabia que no meio do jardim havia um ninho de vespas no chão. Ao tentar fugir do Pedro A.S, tropecei e cai mesmo em cima do ninho ds vespas e desatei aos berros em panico pois as vespas comecaram a atacar-me em forca e o Sr Almirante ao ouvir os meus gritos alarmantes, deixou o que estava a fazer e veio a correr para onde eu estava e tentou afastar as vespas de mim que me estavam atacar em grande (eram imensas vespas) pois eu com o panico em que estava nao sai do sitio, estava em estado de choque, e o Sr Almirante e o Pedro A.S agarraram nas minhas mãos e levantaram-me de cima do ninho das vespas e além de eu estar cheia de picadas das vespas e cheia de dores, reparei que o sr almirante estava com a cara cabeca e bracos cheios de picadas das vespas tambem assim como o primo Pedro, fiquei muito agradecida ao Sr Almirante meu muito Querido Tio Te por me ter salvado das vespas, pois para me salvar sujeitou-se a ser picado pelas vespas.

Quando a Sofia me perguntou se tme lembrava de alguma historia com o Sr Almirante, lembrei-me logo desta historia nao sei se o Tio Te se lembra.

Quero mandar um beijinho muito grande para o meu muito querio Tio Te, e tambem um beijinho muito grande para a minha muito querida Tia Carmo, e apesar de estar aqui tao longe tenho os dois juntinhos ao meu coracao e estou a acompanhar as noticias do Sr Almirante diariamente atravez do Blog," Almirante mata o bicho".
Da vossa sobrinha muito amiga que vos adora, Rita Norton

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Jão: "Almirante Chinês"

Não será propriamente uma história mas tem graça, já que esta faceta nem todos lhe conhecem ...
Penso que a Sofia tem mais fotos dele mascarado noutros anos, talvez fosse giro juntar.

E como comentário um 'No comments' ?

Bjs. Jão

Tota: "Frase típica do Almirante"

Ainda hoje uso muito uma frase com os meus filhos que aprendi com o tio Té que muito a usava com os seus filhos e sobrinhas Andrade e Silva "Vai chatear a tua Avó" (em frente à própria Avó Tina que não lhe ficava atrás em sentido de humor).
Claro que não foi a única coisa que aprendi com o Almirante querido mas esta frase uso-a muito e sempre que a uso lembro-me dele - e não são poucas.

Tota

Carlos Franco: "Acima de todas as tormentas"

Este é o Almirante que conhecemos. Navega acima das tormentas sem lhes dar muita confiança e não perde uma oportunidade. Será assim certamente nesta tormenta. Na primeira oportunidade vai deixá-la fora de alcance.



PS: Ouvi falar nuns novos anzóis especiais para as taínhas. Não sei que anzóis são, mas vou procurar e prometo levar alguns este verão para a Berlenga para o Almirante experimentar.


Abraço,

Carlos Franco

terça-feira, 13 de maio de 2008

Constança V.P: "Passeata no Tejo"

Aqui vai uma história com o tio té:

Não foi à tanto tempo como isso mas não tenho fotografias para ilustrar (será que o Almirante tem?? veja lá no computador...)

Foi uma passeata no Tejo, com pic-nic no Bugio. Iam muitos a bordo do Vadio, entre família e marinheiros, alguns de água mais doce do que outros. Estava um dia lindo mas já nessa altura se notavam algumas alterações nas areias do fundo. Quando foi preciso parar o motor, o Vadio encalhou! Encalhou nas areias e o almirante mandou toda a gente para a proa fazer peso. Os primeiros minutos escoavam-se muito lentamente e....nada! O vadio continuava encalhado, apanhando valentes sacudidelas da corrente que o faziam estremecer de maneira assustadora. Ninguém tinha medo de afundar, estavamos a centímetros do ......fundo do mar! Mas o Vadio não parecia livrar-se daquele chão traiçoeiro que o sacudia: nunca tinhamos visto o almirante tão triste!
- Isto dá cabo do iate.....lá conseguiu balbuciar.
Finalmente, depois de muita sacudidela e alguma tensão, o vadio livrou-se do fundo e pusemo-nos, então, rapidamente a salvo. Desta vez para mais longe da margem mas francamente mais seguros.

Para informação daqueles que não foram a este passeio, o Vadio aguentou-se que nem um valente e, que eu saiba (o almirante confirmará ou não!), sem mazelas aparentes.
O sorriso do almirante e a sua voz franca ao marinheiro de água sacarina, dizendo, "Não é essa corda, é esse CABO! Irra, que ainda não perceberam que a bordo de um navio não há CORDAS!" também se aguentaram.

Pois não, almirante, há muitas coisas que não aprendemos ainda!

Muitos beijinhos da sobrinha e sobrinhos Constança, filhos e marido.

Fernando Raposo Magalhães: "a minha primeira ida ao hospital"

No primeiro dia em que acompanhava a minha Senhora para uma visita ao Almirante, quedei-me pela sala de espera em virtude de me encontrar impróprio para consumo, ou seja, atacado de constipação ulcerosamente ranhosa, e logo ali se estabeleceu uma conversa de doenças em que cada um quis mostrar que a sua doença era melhor do que a do vizinho mesmo estando ali muitos amigos e amigas minhas e também o Presidente da República, o Primeiro Ministro e um outro senhor de grandes entradas e enorme verborreia, que segundo me disse o Tiago, era o impagável Santana Lopes que eu não conheço mas parece que é um grande farsante, e, é claro que quando me apercebi da presença de tão Augustas personagens me reduzi à expressão da minha pequenez quieto calado e mudo, tendo tentado mesmo abandonar aquela sala de notáveis no que fui impedido por dois brutamontes da Pide, que eu julgava extinta, mas afinal tinha sido recuperada para cooperar na defesa dos pobres e desamparados, e que logo me pregaram tremendo chapadão que agora é que percebo pelo que passou o Cunhal e o Major Valentim Lourenço de triste memória, mas, voltando à minha história fiquei muito traumatizado quando os Pides me disseram daqui não sai ninguém até sair o nosso primeiro por causa dos atentados, ora eu pensava que já vivíamos em democracia e que a Pide era eficiente mas afinal não era porque se fosse já teria prendido o Lopes que tem andado a atentar contra a nossa inteligência há um ror de tempo e ninguém o manda “à merda”, enfim, para encurtar razões resolvi passar-me para o quarto do Almirantado mesmo sabendo que não o devia fazer o que percebi logo que levei outro grande chapadão desta vez da Sofia, que me enfiou uma máscara daquelas que usava o mausão da guerra das estrelas que também era negro como eu e como não estava habituado a estas modernices espirrei e engasguei-me e projectei a máscara mais o respectivo vomitado na cara do Coronel Baeta que tem cento e cinquenta anos e ali estava a visitar o seu antigo e felizmente mais novo companheiro de armas, o que acabou por não ser mau porque o Coronel que ali se encontrava já há quatro horas acabou por se pisgar gritando que estava cego e ainda bem porque o Té que tinha estado muito animado já estava verde de raiva e deitava o Coronel por todos os poros pelo que em vez de mais um chapadão apanhei uma grande salva de palmas e vá lá entender-se os costumes de agora……..

domingo, 11 de maio de 2008

Carmo Abecassis: "Lua de Mel"

Como a família deve estar lembrada, eu e o Francisco casàmos no dia 1 de Agosto de 1961, no Restelo, e a Carmo e Té a 14 do mesmo mês e ano, no Lumiar.

A primeira parte da nossa lua de mel foi passada na casa de cima na Queijada. Por razões militares, guerra no ultramar, etc. o Francisco estava impedido de sair do país, e como os tostões não abundavam por ali nos deixàmos ficar, com a Tia Mariana a aparecer às horas mais impróprias com bolinhos e outros mimos, convites para jantar com o Vigário no Baganheiro, e outros precalços hilariantes. Claro que houve também o lado bom, idas maravilhosas ao Cabedelo, comezainas na Encanada, e tudo o resto que uma lua de mel implica.

Esta fase foi imterrompida com uma descida até Lisboa para assistir ao casamento da Carmo e Té que me lembro com grande ternura e alegria de ter sido uma festa muito feliz e divertida.

Daí seguimos para o Algarve, Lagos para ser mais precisa, onde íamos passar a segunda parte da nossa lua de mel no Hotel da Meia Praia, nem sei se ainda existe!...E qual não é o nosso espanto e divertimento quando encontràmos os recém casados nas mesmas andanças e pelos mesmo sítios e com as mesmas intenções, de passar um óptimo tempo, de nos divertirmos e de namorar...

E daí seguirem-se várias actividades em comum, praiadas, passeios de barco, almoçaradas e até sestas...Um dia, estávamos a almoçar à grande e à francesa, lutando com magníficas sapateiras em Sagres, quando eu, desesperada e morta de desejo de me banquetear com as ditas, que se me opunham tenazmente na minha falta de prática de lidar com tal petisco, gritei: “Não consigo abrir estas pernas!... Resposta imediata do Almirante, que o não era naquele tempo, com um sorrizinho malandro : “Pois é, elas casam muito novas”...