Aqui vai uma história com o tio té:
Não foi à tanto tempo como isso mas não tenho fotografias para ilustrar (será que o Almirante tem?? veja lá no computador...)
Foi uma passeata no Tejo, com pic-nic no Bugio. Iam muitos a bordo do Vadio, entre família e marinheiros, alguns de água mais doce do que outros. Estava um dia lindo mas já nessa altura se notavam algumas alterações nas areias do fundo. Quando foi preciso parar o motor, o Vadio encalhou! Encalhou nas areias e o almirante mandou toda a gente para a proa fazer peso. Os primeiros minutos escoavam-se muito lentamente e....nada! O vadio continuava encalhado, apanhando valentes sacudidelas da corrente que o faziam estremecer de maneira assustadora. Ninguém tinha medo de afundar, estavamos a centímetros do ......fundo do mar! Mas o Vadio não parecia livrar-se daquele chão traiçoeiro que o sacudia: nunca tinhamos visto o almirante tão triste!
- Isto dá cabo do iate.....lá conseguiu balbuciar.
Finalmente, depois de muita sacudidela e alguma tensão, o vadio livrou-se do fundo e pusemo-nos, então, rapidamente a salvo. Desta vez para mais longe da margem mas francamente mais seguros.
Para informação daqueles que não foram a este passeio, o Vadio aguentou-se que nem um valente e, que eu saiba (o almirante confirmará ou não!), sem mazelas aparentes.
O sorriso do almirante e a sua voz franca ao marinheiro de água sacarina, dizendo, "Não é essa corda, é esse CABO! Irra, que ainda não perceberam que a bordo de um navio não há CORDAS!" também se aguentaram.
Pois não, almirante, há muitas coisas que não aprendemos ainda!
Muitos beijinhos da sobrinha e sobrinhos Constança, filhos e marido.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Constança V.P: "Passeata no Tejo"
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