Ao contrário da maioria das histórias/estórias que aqui vão aparecendo, e de muitas das pessoas que vão deixando comentários, eu privei pouco com o senhor Almirante, embora o prezasse e admirasse muito. Cruzei-me com ele poucas vezes, a maioria das quais em data que amanhã se assinala, o aniversário da minha querida sobrinha Leonor. Conversas de circunstância no moinho, nessas festas de aniversário, momentos pouco propícios a qualquer intimidade. Pouco mais com a Senhora D. Maria do Carmo, mas apesar disso um pouco mais. Sempre admirei a união que reflectiam e o seu modo de ser família. O único elo que tínhamos em comum era e continuará a ser, a felicidade da Sofia e da Leonor. Compreendo a dor que vivem e os momentos por que passam pois eu própria, e o Zé Júlio perdemos o nosso pai muito jovens. A diferença está naquilo que foi lido no final da missa de 7º dia, por palavras escritas pela mãe Carmo: a união de uma família que sofre mas tem em si própria o consolo, a esperança e a força para sobreviver. No dia em que a Sofia e o Zé se casaram o Senhor Almirante disse-me apenas uma frase: espero que sejam felizes. Palavras de circunstância? Não. A forma como o disse expressava um desejo muito real. Em homenagem a essas palavras, e porque o meu desejo é igual, no que eu puder ajudar eles serão muito felizes. Sinto-me feliz por saber que a Leonor terá sempre esta grande família com ela, por saber que a Leonor apesar dos seus seis anos guardará sempre a memória do avó Té e por saber que tem como avó uma admirável Senhora. Mais do que um relato episódico, é um testemunho e uma homenagem.
Um comentário:
esqueci-me de assinar... Luisa Lopes
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