quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sidónio Paes : "Uma história, um destino"

Faro, 18 de Junho 2008

Há uns anos atrás fui convidado para ir à Berlenga sub custódia do tio Té e tia Carmo passar uns dias, uma vez que estava de férias de Verão. Já lá tinha ido e conhecia os cantos à casa, mas desta vez foi muito mais importante! Sem programas pré-definidos, o nosso Almirante mandava-me ir buscar o almoço/jantar ao mar com um pequeno coco (a "marina", creio), anzol e uma ou duas sardinhas como isco. Manhãs e tardes à espera que o peixe mordesse, mas o saldo final era sempre positivo, acabando por passar maior parte desses dias a pescar e a divertir-me com os vizinhos e filhos de pescadores que na ilha passavam temporadas. Sempre em ordem, a casa dos tios na Berlenga, a casa da tia Miusca na Serra e o "Vadio", são para mim locais de descontração e aprendizagem, onde a calma, serenidade e amor pelo mar me foi transmitido por osmose.

Agora sou quase Biólogo Marinho e devo dar graças a referências como o tio Té e meu avô Si que sempre foram para mim como tutores do amor pelo mar e pelo conhecimento, respectivamente. Sendo primos afastados, devem estar neste momento a trocar ideias sobre os mesmos bichos que os raptaram deste mundo onde deixaram marca, para um outro lugar novo.

Fico contente por ter tido a oportunidade de ter conhecido génios, que nunca morrem, já dizia Fernando Lopes Graça, mas muita coisa ficou para trás.

Para sempre ficará na memória este ilustre Almirante

Abraço, Sidónio Paes (júnior)

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