Não vou contar nenhuma história antiga, venho aqui hoje falar de uma história que vai continuar a ser escrita, a história deste outro Lar flutuante que tantas vezes nos levou para longe do cansaço de Terra e nos ofereceu todas as Bonanças da água rasgada pela sua proa forte e sábia.
Uma das últimas vezes que falei com o Tio Té olhávamos o Sol batendo no Cristo Rei, forte como poucas vezes se tem visto nesta Primavera zangada, e quase em simultâneo nos veio à ideia a capa azul e o convés de madeira castigado e desprotegido.
Logo ali prometi ao meu Mais Querido Marinheiro, já cansado de tanto lutar contra o bicho mau, que assim que pudesse lá iria tratar do seu Vadio. Seria a minha homenagem aos dois.
Agora aqui fica a promessa escrita, selada e assinada.
A Ema ajudar-me-á a cumprir a promessa pois, também ela, carrega na Alma o mesmo amor pelos dois e no bolso uma lista ditada pelo eterno Comandante deste navio.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
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