Maria do Carmo Norton de Matos e António Manuel Andrade e Silva, mais conhecidos por Carmo e Té, representam (para mim) um amor perfeito, e assim começou esta bonita história :
Té dizia que só se casaria com uma mulher que reunisse 3 características: tinha de ser bonita, católica e que não fumasse. Um dia, Té organizou um passeio no Tejo no seu barco, o Vadio, e convidou alguns amigos, entre eles Álvaro Vaz de Almada que, além de ser um grande amigo de Té também era amigo dos irmãos de Carmo e convidou-a para o acompanhar ao passeio. Carmo aceitou e assim conheceu Té.
Assim que a conheceu, Té percebeu que Carmo era a mulher da sua vida, pois reunia as tais caracteristicas tao apreciadas por Té e muitas mais, era muito bonita, generosa, católica, culta e inteligente, estudava no conservatório (canta e toca piano magnificamente) não fumava...enfim, era perfeita, só havia um problema, Carmo estava noiva...
Mas, Té não estava disposto a desistir, e com o seu grande sentido de humor, charme e bonitos olhos verdes conquistou Carmo.
Muitos não perceberam como Carmo fora capaz de acabar com o noivado pois o noivo parecia ser o marido ideal, bonito, de boas famílias e apaixonado por ela. Mas quem conhecia Té sabia que ele sim, era o marido ideal para Carmo. Té era culto, inteligente, bonito, charmoso, aventureiro e tinha um grande sentido de humor, como poderia Carmo resistir a um homem assim?
Eram perfeitos um para o outro. Casaram-se dia 14 de Agosto de 1961, no palacete da família de Carmo, no Lumiar, foi uma festa feliz e divertida.
Depois de casar com Carmo, todos comentavam ''Já alguma vez viram o Té triste ou zangado desde que conheceu a Carmo?'' Não, claro que não, porque haveria Té de estar triste ou zangado quando tinha a mulher que amava ao lado? Aliás, Té nunca se cansou de dizer a Carmo que ela era a mulher da sua vida e como ela o fazia feliz.
Deste grande amor, nasceram 3 filhos, Pedro, Sofia e Tiago.
Entretanto, Té revelou-se um homem de sucesso, chegou a representante de Portugal na NATO e pouco depois a chefe do Estado Maior da Armada, homem de grandes convicções passou a ser chamado por família e amigos, Almirante.
Enquanto isso, Carmo era uma Mãe exemplar, sempre apoiando e amparando o marido e o resto da família, sem nunca fraquejar, até ao dia em que, é diagnosticada uma grave doença a Té.
A família desmoronou-se. Todos, incluindo Té, tinham noção da gravidade da doença. A família, embora preocupada, estava mais unida que nunca.
Já no hospital, Té contou a seguinte história: ''Uma pessoa perguntou a S.Tomás, se soubesse que iria morrer, o que faria? Ao que S.Tomás respondeu, nada.''
Té disse que responderia da mesma maneira, apenas havia uma coisa que o preocupava: Carmo.
Pediu então que não se preocupassem com ele mas sim com ela. Um pedido como este só podia vir de uma pessoa sábia e apaixonda, como Té.
Estivesse ele doente, triste ou preocupado, Té põe sempre Carmo em primeiro pois é nela que pensa quando acorda e quando adormece, a vida de Té é com Carmo, a vida de Té é Carmo.
Pode não parecer o princípio de um conto, mas é, este conto não tem fim, é infinito, assim como o amor de Carmo e Té.
(Este conto, era um trabalho para português, tinha de iniciar um conto de amor, e quando pensava em amor, pensava na tia Carmo e no Tio Té)
sábado, 31 de maio de 2008
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Um comentário:
Não sei quem escreveu mas revelou toda a verdade nesta frase
"a vida de Té é com Carmo, a vida de Té é Carmo"
Por isso, meu Querido Tio Té, porque a sua vontade é que cuidemos da sua Carmo, voltei a sentar-me aos pés do Cristo Rei e de lá protejo a nossa Querida CarMãe.
Beijo eterno
Marinheira Espanhola
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